13
Jan

País tem 25 milhões de internautas

Notícia divulgada no jornal Brasil Econômico, em 13 de janeiro, pela jornalista Carolina Pereira, com dados da pesquisa Internet Pop, do IBOPE Mídia

Mesmo com a queda nas vendas de computadores no último ano, o acesso à internet pelos brasileiros aumentou 10% entre 2008 e 2009, segundo a pesquisa Internet Pop, realizada pelo IBOPE Mídia. O índice mostra que mais de 25 milhões de brasileiros costumam conectar-se à rede, mesmo que não constantemente.

A pesquisa mostrou que quando não se acessa à rede por meio de computadores de mesa, os aparelhos mais utilizados para entrar na web são os celulares convencionais. Nas principais regiões metropolitanas do país, 66% dos 17 mil entrevistados, todos com mais de dez anos, acessam a rede mundial pelo celular.

No caso do acesso móvel, o smartphone com tecnologia 3G vem em segundo lugar, apontado por 21% dos brasileiros, seguido pelo computador de mão, utilizado por 9% dos usuários. O celular inteligente sem tecnologia 3G ficou em último lugar, com percentual de 3%.

O aumento no número de internautas em 2009 também impulsionou o crescimento das vendas online de Natal. Segundo dados divulgados pela consultoria E-bit, houve alta de 28% no período relativo às festas de Natal, que vai de 15 de novembro a 24 de dezembro, em comparação com o ano de 2008. No total, o comércio eletrônico movimentou R$ 1,6 bilhão com as vendas natalinas.

Banda larga popular

Levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) aponta que o setor de telecomunicações deverá crescer 21% em 2010. O índice será lançado principalmente graças ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), iniciativa do governo federal que visa massificar o uso da internet rápida no país e tem meta de alcançar 90 milhões de acessos individuais até 2014.

O plano deverá usar incentivos e desonerações fiscais para baratear o custo da transmissão e de aparelhos como os modens. As regras ainda não foram totalmente definidas, mesmo assim a indústria espera que a ação tenha impacto positivo.

Além disso, a indústria de telecomunicação aguarda a definição do marco regulatório para a quarta geração de telefonia móvel e de transmissão de dados sem fio que, se acontecer, também vai impulsionar o crescimento do setor. Segundo o diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Paulo Castelo Branco, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 exigirão que o país já tenha essa tecnologia.

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16
Nov

Banda larga no Brasil ainda é para pouco$ !

Principais acessos estão nos grandes centros, regiões Norte e Nordeste têm apenas 11% da banda larga do País e analistas dizem que não há concorrência

Sua internet vive falhando? A velocidade fica aquém do prometido? Se você se enquadra entre os consumidores insatisfeitos com a banda larga, veja pelo lado bom: você faz parte dos 6% da população que tem internet rápida em casa. Os outros 94% penam com baixas conexões.

Hoje a maioria dos acessos à internet no País acontece via lan houses ou centros comunitários, que cumprem um papel importante na inclusão digital. Mas quando é que todos terão o direito de ter uma internet de qualidade em casa?

A exclusão atual acontece por vários motivos. O primeiro deles é evidente: os planos de banda larga no Brasil são caros. No Brasil, um plano de 1Mbps custa no mínimo US$ 25. Nos EUA, cada mega sai por US$ 3 e, no Japão, US$ 0,27. O segundo motivo: o serviço não chega a muitos lugares. Conexões de banda larga ainda são restritas aos grandes centros, e há apagões de conexão em várias partes do País. No Amapá, apenas 1% da população tem acesso à rede – e, dessas, 64% o faz via conexão de até 64 Kbps.

O modelador pernambucano Paulo Pinheiro, de 30 anos, criou a maior comunidade do Orkut sobre internet discada (“Minha internet é discada”). Já com banda larga, ele sabe bem o drama de quem não tem velocidade. “Eu percebo que quem depende só da internet discada não consegue acompanhar a quantidade de informação necessária”, diz.

Nas comunidades do Orkut, cada upgrade é comemorado. “Galera, vou ter que dar adeus a todos vocês. Vou para 3 Mbps, vai ser um incrível salto”, escreveu um membro. Outro comemora: “Fui! Adiós, Muchachos!”. As velocidades, por lá, variam: 30 Kbps, 50 Kbps. Um deles lamenta:
“Demorei nove horas para baixar o MSN 8.0”.

Pinheiro concorda que o principal motivo que impede as pessoas de ter conexões banda larga em casa ainda é o preço. “Aqui no Nordeste uma boa conexão custa a partir de R$ 100 mensais”, diz. Deve ser por isso, talvez, que apenas 1,19% da população da região tenha acesso à banda larga em casa, segundo relatório da Cisco e do International Data Corporation (IDC) – veja gráfico ao lado.

Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), boa parte dos serviços de banda larga ainda é “ inacessível para boa parte dos brasileiros”.

O assunto é tema de um relatório que será divulgado ainda neste mês. “O valor mais baixo encontrado para 1 Mbps foi R$ 49,90, mensalidade cobrada pela Brasil Telecom em Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC). Em Manaus, o Vivax, da Net, custa R$ 249,90”, diz o estudo.

Um dos fatores que faz que este serviço seja insatisfatório, segundo o Idec, é a concentração do mercado. O problema é sentido na pele em Recife: “Eu vejo que aqui há um problema de concorrência. É praticamente monopólio por tecnologia. Se você quer rádio, só há uma opção”, diz Pinheiro.

O que o modelista percebeu é o mesmo que aponta o Idec. Segundo o instituto, Oi-Brasil Telecom, Telefônica e Net têm 87,2% do mercado de banda larga brasileiro e em muitos lugares, elas são a única opção dos usuários.

“Há tanta concentração de mercado que é difícil transpor a barreira. Não falta planejamento, não falta desejo, falta concorrência e pressão competitiva”, diz Luis Cuza, presidente-executivo da TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas). “Se o Brasil está na direção de se tornar um país desenvolvido, precisa ter metas de primeiro mundo”, completa.

Segundo o estudo do Idec, no interior e em alguns municípios da grande São Paulo, só há Speedy; nos outros Estados, a única opção é o Velox ou o BR-Turbo da Oi-Brt; e a Net, por sua vez, concentra suas atividades, segundo o Idec, “nos bairros de classe média alta de cidades que têm alta concentração de renda”. Segundo o Idec, 89% da classe A no Brasil tem acesso à internet. Na classe C, apenas 38%.

Em 2009, no Brasil, o número de conexões banda larga aumentou em 16%. Mas 41% de todas elas estão concentradas apenas no Estado de São Paulo. As regiões Norte e Nordeste, juntas, têm apenas 11% de todas as conexões banda larga no Brasil.

“São regiões que não apresentam atratividade econômica para as empresas de telecomunicações”, disse ao

Link Augusto Gadelha, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia.
“Em regiões menos desenvolvidas, notadamente na zona rural, em especial no Norte e Nordeste, é necessário um maior investimento”, reconhece o secretário. COLABOROU FILIPE SERRANO

Autora: Tatiana de Mello Dias - Estadão


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21
Set

Acesso à internet cresce no Brasil, mas de maneira desigual

O Brasil tem crescimento em acesso à internet, mas a desigualdade de acesso entre as cinco regiões do país ainda se conserva, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Entre os tipos de serviços que mais avançaram de 2007 para 2008 está o acesso à internet, que subiu de 20% para 23,8% o total de residências "online" no País – de 11,1 milhões em 2007 para 13,7 milhões.

A pesquisa, dilvugada pelo IBGE, aponta que mais da metade dos domicílios com internet em 2008 se concentrava na região Sudeste, indicador claro da sustentação de desigualdade entre as regiões ao acesso à tecnologia.

No Sudeste, as casas que possuem computador com acesso à internet passaram de 27,3% em 2007 para 31,5% em 2008.

Na Região Centro-Oeste, de 18,5% para 23,5%. No Sul, passaram de 24% a 28,6%. Na Região Norte, a mais carente do serviço dentre todas, os domicílios com computador conectado eram de 8,3% em 2007 e em 2008 fecharam com 10,6%. Já o Nordeste, de 8,8% para 11,6%.

A pesquisa foi divulgada na mesma semana em que o presidente Lula solicitou aos seus ministro um Plano Nacional de Banda Larga, para expandir o acesso à internet para todas cidades do país até 2010.

Fonte: Blog Google Discovery


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